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sexta-feira, 12 de abril de 2019

Distúrbio cerebral raro faz aluna de Caxingó-PI ler e escrever de cabeça para baixo

Um distúrbio cerebral raro faz com que Sandra Nascimento, aluna do 1º ano da Unidade Escolar Professora Maria do Socorro Sampaio Martins, localizada no município de Caxingó, a 270 km de Teresina, escreva e leia de cabeça para baixo. A estudante sofre do 'fenômeno de orientação espacial', que faz com que o cérebro não processe as imagens normalmente.


"É um transtorno raro na formação da imagem. Na verdade a gente enxerga de cabeça para baixo, mas o cérebro inverte, deixando a imagem na direção correta, o que não acontece nesse caso", explicou o neurologista Raimundo Feitosa Neto.


Por isso, Sandra, escreve e lê de cabeça para baixo. Outras atividades, como digitar no teclado do computador e manusear o celular, ela faz normalmente. Ela disse que a escrita à mão, no entanto, a acompanha desde a infância.

“Eu sempre escrevi de cabeça para baixo. Meus professores já tentaram ver ser eu conseguiria escrever normal, mas eu não consigo. Quando os professores pedem pra eu escrever no quadro, por exemplo, não fica legível”, disse.

Na escola, a estranheza dos colegas é natural, mas não é algo que atrapalhe a aluna no rendimento escolar. “Meus colegas olham admirados e perguntam como eu consigo fazer isso. Ficam inconformados. Mas eles me tratam normalmente, inclusive meus professores”, falou.

Quem garante é a diretora, Márcia Rodrigues. Segundo ela, a estudante faz parte de um alunado que estuda no ensino regular da escola, sem nenhum auxílio especial.

“Na verdade, ela não tem nada de diferente. A Sandra faz parte do primeiro ano regular, em uma sala com mais de 30 alunos e todos são normais, sem nenhuma especialidade. Ela acompanha o ritmo de todos. É inusitado, mas nada que possa atrapalhar seu rendimento”, reforçou a professora.

Maria do Carmo, mãe da jovem, acredita que a filha tem um dom e que nunca precisou ir a um especialista da saúde para descobrir o fenômeno, pois a garota não precisa de auxílios especiais.

“Desde criança que ela escreve e lê assim, com tudo de cabeça para baixo. Os professores tentaram mudar, mas nunca conseguiram. Pra mim é um dom, porque ela escreve bem e tem a letra bonita, apesar desse modo dela. Nunca procurei um médico, porque o dom dela não prejudica em nada. Só me preocupo com a coluna dela. Ela força muito as costas e sente dores devido à posição”, disse a mãe de Sandra.

Especialistas explicam que os olhos da jovem processam as imagens normalmente, mas o cérebro é que entende de maneira diferente.

Por: José Marcelo, estagiário sob supervisão de Catarina Costa.
Fonte: Portal G1-PI

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