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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

DEVANEIO - Por João Maria


Queria eu poder gritar “te amo” 
Para toda cidade ouvir 
Mas só consigo sussurrar 
Também não posso declarar 
Pra quem me fez o amor sentir.

Ela, uma mulher bonita 
De um sorriso encantador 
Tem o andar das modelos 
E um corpo abrasador 
Bastou a gente se olhar 
Já senti todo calor. 

Minha vida se transformou 
Ao conhecer esta mulher 
Como já disse, bonita 
Ou melhor, linda ela é 
Mas não posso me achegar 
Nem perto dela sequer.

Entre nós há um detalhe 
Que preciso ressaltar 
É que ela é casada 
E isso devo respeitar 
Lamento muito, pois queria 
Do que eu sinto lhe falar.

Sempre fui um “cara” tímido 
Respeitador e ponderado 
“Tô” surpreso comigo mesmo 
Pois sei que estou errado 
Não me imaginava um dia 
Agindo feito um desregrado.

Mas imprevisto acontece 
Não tem hora nem lugar 
Também chamamos de surpresa 
Nos faz rir ou faz chorar 
O que vai acontecer...
Ninguém pode adivinhar. 

Ao por os olhos nela 
Senti algo diferente 
Nem precisou muito tempo 
Foi logo assim de repente 
Foi como se já tivesse 
Havido algo entre a gente.

Sei que é isso é impossível 
Eu não consigo explicar 
É como se a conhecesse há séculos
Fico a devanear 
Penso até que em outras vidas 
Juntos estivemos lá.

Virou uma obsessão 
Em todo lugar ela está 
As pessoas vão passando 
Pra mim é ela, para lá e para cá 
Até no quadro “Monalisa” 
É o seu rosto que eu vejo lá. 

Parece história de filme 
Ou até mesmo de novela 
Tudo que tento fazer 
Acabo pensando nela 
Se me pergunto. Porque vivo? 
Chego a crê que é por ela. 

Talvez um dia eu possa 
Este sonho entender 
Que só estava carente 
Por isso tem nada a “vê” 
Que foi só uma ilusão 
E venha assim esquecer.

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